Calendário

Abril 2017
DomSegTerQuaQuiSexSab
 << < > >>
      1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30      

Anúncio

Quem está conectado?

Membro: 0
Visitante: 1

rss Sindicação

Arquivos

15 Out 2011 - 13:41:33

Bem-vindo

Parabéns, o seu blog foi criado com sucesso !
Para poder acessar e modificar as diferentes opções do seu blog, queira conectar-se clicando no link « Login » , através do nome de usuário Admin e sua senha (aquela que você escolheu quando criou o seu blog).
Uma vez conectado, uma barra com atalhos aparecerá automaticamente, no alto da página, permitindo acessar, entre outros, a interface Administração.

(Este texto é um exemplo de artigo, você pode excluí-lo quando quiser)
Admin · 3189 vistos · 52 comentários
Categorias: Primeira categoria

Link permanente para o artigo completo

http://criacao.blogutil.com/Primeiro-blog-b1/Bem-vindo-b1-p1.htm

Comentários

Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
AMIGOS ÍNTIMOS
...
Olhe para a página de seu perfil no Facebook. Observe, na tela, qual é o número de amigos que aparece abaixo do seu nome. Conte com quantos, a partir desse número, você realmente tem amizade e divide confidências. Na população, segundo pesquisadores americanos, esse resultado é menor do que era há 25 anos.

Pesquisadores da Universidade Cornell (Ithaca, Nova Iorque), nos EUA, conduziram um estudo com dois mil adultos maiores de 18 anos, a partir de um estudo feito pela internet em abril e maio de 2010. A todos os pesquisados, era questionado o número de pessoas com quem eles discutiram “assuntos importantes” nos últimos seis meses.

A maior parte dos pesquisados (48%) afirmou ter apenas um amigo para confidências. 18% afirmaram ter dois. E 29% dos participantes declararam ter mais de duas pessoas íntimas com quem compartilharem um assunto importante.

Esses números, segundo os pesquisadores, são significativos, mas não revelam necessariamente que estejamos nos isolando uns dos outros. Eles afirmam que essa realidade pode ser apenas uma tendência, uma nova forma de classificar nossas amizades a partir das formas de comunicação que surgiram há menos de 25 anos.

Além disso, apenas os 4% restantes da pesquisa afirmaram que esse número para eles foi de zero. A esse grupo, era questionado em seguida se o número era nulo porque não houve de fato um “assunto importante” nos seis meses anteriores, ou se realmente não dispunham de um amigo em quem confiar. E o grupo de pessoas verdadeiramente “isoladas” foi de 36% dessa parcela. Segundo os pesquisadores, esse índice não é maior hoje do que há três décadas.
   09/11/2011 @ 10:54:44
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
SOCIEDADES SECRETAS
...
De tempos em tempos, sociedades secretas extintas, que viveram ocultas nas sombras, são trazidas à tona por pesquisadores que encontram artefatos ou localizam documentos. Na última semana, um grupo de pesquisadores finalmente conseguiu decifrar um manuscrito de uma das sociedades secretas mais misteriosas da história: a ordem dos oculistas.

Surgida no que hoje é a Alemanha nos anos 1700, a ordem dos oculistas era uma sociedade cujos membros eram fascinados e trocavam experiências sobre cirurgias oculares. Logo depois da Guerra Fria, quando a Alemanha Oriental e a Ocidental voltaram a ser uma só, cientistas puderam circular pela Berlim Oriental. Em uma visita, encontraram um documento deixado por esse clã.

Trata-se de um manuscrito feito sobre papel de brocado (um tecido ricamente confeccionado e decorado, usado para gravar conteúdos importantes por muitas civilizações), de cor verde e dourada. O documento apresenta, no total, 105 páginas e mais de 75 mil caracteres. São 90 tipos diferentes de símbolos. Além das 26 letras do alfabeto romano, o nosso alfabeto convencional, há caracteres desconhecidos cujo significado ainda não havia sido revelado.

Uma equipe internacional de pesquisadores resolveu decodificar o documento. O modo como eles trabalharam é uma verdadeira aula de criptografia. A primeira tentativa para atingir a meta, como conta um professor da Universidade da Califórnia (EUA), foi a mais óbvia: isolar as letras do alfabeto, uma por uma, do resto do texto com caracteres desconhecidos, e juntá-las para ver se formavam um texto coerente. Mas isso não funcionou.

A primeira certeza que colocou a equipe de pesquisadores perto de um resultado foi a descoberta de que todos os símbolos convergiam para formar palavras em alemão antigo. Depois de nada menos que 80 tentativas, conseguiram decodificar as duas primeiras expressões de todo o documento: “Cerimônias de Iniciação” e “Sociedade Secreta”.

O texto todo fala sobre isso: funcionamento interno da ordem dos oculistas, seus objetivos políticos e sociais. Depois que as primeiras expressões foram decodificadas, apareceram padrões que ajudaram a decifrar o resto. Descobriu-se, com surpresa, que as letras em alfabeto romano não significavam absolutamente nada; eram ardis para enganar quem tentasse decifrar o documento e podiam ser descartadas dele.

Para saber o que cada símbolo desconhecido queria dizer, os pesquisadores mapearam todos os pontos em comum entre os caracteres. Todos os símbolos que levavam um acento circunflexo (^), por exemplo, significam a letra “e”, ou seja, a diferença entre símbolos era só mais um engodo para disfarçar. Um conjunto fixo de caracteres, por sua vez, representa o som “cht”, comum no alemão. A partir de deduções acertadas como essas, o manuscrito foi sendo destrinchado.

No campo histórico, as revelações dessas mensagens têm valor de pesquisa: ajuda a entender como, e até que ponto, sociedades secretas como essa influenciaram em episódios da humanidade. No campo específico da criptografia, como explicam os decifradores da ordem dos oculistas, cada nova descoberta aperfeiçoa as técnicas para descobrir o que há por trás de mensagens em código que ainda são um mistério. [LiveScience]

   08/11/2011 @ 10:32:03
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
BOUDICA
...
Boudica (Warrior Queen) - A Rainha da Era do Bronze - 2003 - Dir.Bill Anderson
Executar fatos históricos no cinema “de veras” é um quebra-cabeça em zilhões de partes tornando-o quase impossível de chegar na metade da montagem temática, ainda mais para “fãnáticos” do assunto épico em questão. Um dos casos é Boudica, Rainha Guerreira Celta que comandava a região da Bretanha na Gália, atual França, com a “cronologia” de sua existência, contraditória em vários livros o que dificulta a exatidão histórica no filme também. Em alguns, conta que viveu em 72 a.C, em outros 1000 d.C, mas a maioria relata que fora morta em 72 a.C no comando do imperador Júlio César e não de Nero como mostra o filme, havendo um extermínio total de todo povo celta, principalmente mulheres grávidas e seus sacerdotes, os Druidas. Impossibilitando assim, esta “linhagem genética” continuar, colocando em crédito a existência não dos celtas mas de seus sacerdotes que possuíam o “dom” da alquimia e sabedoria colossal a respeito das forças naturais, que os romanos tanto ambicionavam. Este ocorrido ficou marcado na história como “A Revolta de Boudica”, entre tantas outras batalhas mais uma em que guerreiros celtas foram nus para guerra munidos apenas de suas gaitas-de-foles e pintados de azul como “escudo” da pele. Fato que o filme não conta, mas por outro lado destaca as perversões de Nero, as vezes chego a pensar que o filme deveria ser Nero Mais um Demente em Roma, pois parece que dão mais ênfase a ele que a Boudica e o povo Celta em si.

Tecnicamente é um fiasco, fotografia, montagem, direção de arte e até direção de atores, peca e muito, mas em termos de roteiro até que conseguiu passar um pouco da essência do que possivelmente foram os celtas, ou melhor uma parte deles, um clã comandado pelas mãos de “broze” de uma mulher que “reza a história” ter dito: “um herói de verdade nunca será morto em batalha, pois suas ações permearam a história” sendo uma das frases que dá início ao filme. O bacaninha é a narração dada pela própria Rainha Celta depois de morta, o que não faz do filme nenhuma novidade, mas consegue prender a atenção para aqueles que se interessam pelo assunto e “broxa” para os apaixonados, como é o caso desta que vos fala! Ah! como ainda desejo ver um filme fidedigno no mesmo patamar, exaltados com glamour em alguns de muitos livros que glorificam esta rica magia da cultura e povo, que habitaram a Terra que são os Celtas! *AWEN!

   07/11/2011 @ 11:05:27
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
PALINDROMO
...
2 de novembro de 2011. Um dia aparentemente normal, mas em muitos países, uma data única. A data escrita numericamente nos países que escrevem o mês antes do dia (11/02/2011 ao invés de 02/11/2011) é um raro palíndromo de oito dígitos, o que significa que os números podem ser lidos da mesma maneira de trás para frente.

Este século apresenta uma relativa riqueza de palíndromos. 2 de novembro (ou 11/2/2011) é a terceira data do tipo, e haverá mais nove. Na verdade, vivemos em uma idade de ouro em datas palíndromos: antes foi 10/02/2001 e 08/31/1380.

Datas de oito dígitos que são palíndromos são muito raras e estão agrupadas nos primeiros séculos do início dos milênios. Depois disso, aparecem somente entre 600 e 700 anos, até que apareçam em grupo no próximo milênio.

O motivo de essas datas serem tão raras é que o número dos dias não excede 31. Considere, por exemplo, um dia no ano 1401. O número que um dia deveria ter para criar um palíndromo, 41, ultrapassa o número de dias de um mês. Esse padrão continua nos próximos séculos, e é por isso que haverá uma seca similar a essa de palíndromos de oito dígitos depois de 2380.

Não bastasse o segundo dia de novembro (ou o 11º de fevereiro, no caso do Brasil, também representado por 11/02/2011) ser uma data rara em se tratando de palíndromos, o número 11022011 tem outra característica especial.

É o produto de 7 ao quadrado (49), 11 ao cubo (1331) e 13 ao quadrado (169). Isso é impressionante porque os três são números primos consecutivos. Nenhuma outra data palíndromo depois de 10 mil a.C. é assim. ]
   06/11/2011 @ 10:48:13
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
ALIEN
---
Não é raro ver depoimentos de pessoas que juram ter sido abduzidas por alienígenas na televisão. Mas não há nenhuma prova científica que comprove situações como essa. Então, esses indivíduos estariam mentindo? Não necessariamente. Um novo estudo sugere que eles podem apenas ter tido sonhos lúcidos.

O centro de pesquisa Out-Of-Body, nos EUA, estuda a projeção de consciência, estado em que pessoas têm sonhos vívidos e atividade extracorpórea enquanto estão dormindo. Pesquisadores do centro instruíram 20 voluntários para que realizassem uma série de passos mentais ao acordar, ou que se tornassem lúcidos durante a noite, passando por uma experiência extracorpórea que poderia culminar em um suposto encontro com aliens.

De acordo com o pesquisador Michael Raduga, mais da metade dos voluntários tiveram pelo menos uma experiência fora do corpo total ou parcial, e sete deles conseguiram fazer pelo menos um aparente contato com seres extraterrestres durante as experiências de sonho.

Raduga projetou o experimento para testar sua teoria de que muitos dos relatos de encontros com alienígenas são experiências que algumas pessoas passam depois de sonhos realistas e vibrantes. O pesquisador afirmou que, se pudesse treinar pessoas a sonharem com um encontro alienígena realista, ele poderia provar que muitos dos relatos desses encontros – como abduções que ocorrem durante a noite – são apenas frutos da imaginação humana.

“Quando as pessoas têm experiências de abduções alienígenas durante a noite, elas normalmente não sabem que estão realmente sonhando e tendo uma experiência fora do corpo”, disse Raduga.

Pode parecer um fato incomum, mas estima-se que pelo menos um milhão de americanos tenha esse tipo de experiência todos os anos. Como esses sonhos são muito realistas, as pessoas podem não entender como isso acontece. Quando eles tratam de alienígenas, nem sempre é fácil perceber que isso não é um acontecimento real, mas uma habilidade humana que poucas pessoas têm, e quem nem sempre é muito agradável. [Life'sLittleMysteries]
RELIQUIA CRISTÃ
Uma minúscula caixa de 1,4 mil anos foi encontrada em uma escavação em Jerusalém. A relíquia é um símbolo da fé cristã, de acordo com arqueólogos israelenses.

A caixa, primorosamente confeccionada, foi esculpida a partir do osso de uma vaca, cavalo ou camelo e decorada com uma cruz na tampa. Ela mede apenas 2 por 1,5 centímetros.

O item foi feito provavelmente por um cristão no final do século 6. Quando a tampa é removida, são ainda visíveis os restos de dois retratos com detalhes em ouro. Um homem e uma mulher estão representados, possivelmente uma imagem de santos cristãos ou de Jesus e Maria.

A caixa foi encontrada fora dos muros da Cidade Antiga de Jerusalém nos restos de uma estrada que data da era bizantina. Descoberta há dois anos, a caixa foi tratada por especialistas e extensivamente pesquisada antes de ter sido revelada em uma conferência arqueológica na semana passada.

A relíquia é importante porque oferece a primeira evidência arqueológica de que o uso de ícones não se limitava às cerimônias da igreja na era bizantina. Parte de uma caixa semelhante foi encontrada há três décadas na Jordânia, mas esse é o exemplar mais preservado encontrado até agora. Ícones semelhantes ainda são feitos hoje por alguns cristãos, especialmente os das igrejas orientais ortodoxas. [
   04/11/2011 @ 12:08:10
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
PENSAR EM DEUS
---
Segundo uma nova pesquisa, não importa se você é um verdadeiro crente; pensar sobre Deus e/ou religião pode transformá-lo em um preguiçoso.

“Mais de 90% das pessoas no mundo concordam que Deus ou um poder espiritual semelhante existe ou pode existir”, disse a pesquisadora Kristin Laurin.

“Esta é a primeira evidência empírica de que simples lembretes de Deus podem diminuir alguns tipos de autorregulação, como perseguir objetivos, mas ainda pode melhorar outros, como resistir à tentação”.

Os resultados do estudo foram independentes das crenças dos participantes religiosos. Mesmo para aqueles sem uma crença pessoal em Deus, a cultura mundial está saturada de referências religiosas e imagens que poderiam afetá-los. Mesmo sem saber, estes sinais religiosos podem ter um efeito psicológico.

No novo estudo, os pesquisadores lançaram a mais de 350 estudantes de engenharia a ideia de Deus ou fé, oor exemplo, ao fazer os participantes escreverem uma frase usando uma lista de palavras com conotações espirituais.

Depois, os estudantes fizeram testes de habilidade em que tinham de criar tantas palavras quanto possível a partir de um grupo de letras. Quando tinham visto imagens ou linguagem religiosas antes, os estudantes pensaram em menos palavras, independentemente da sua origem religiosa.

Os pesquisadores acreditam que a “falta de esforço” do grupo que tinha ouvido sobre religião poderia ser ditada por uma crença que o destino está nas mãos de Deus.

Se os alunos acreditam que Deus controla o seu destino, tentar ser melhor não vai ajudá-los a ser melhor, resultando em um menor esforço. Este processo de pensamento parece ser inconsciente, mas apenas a presença de Deus, ou evocar palavras ou imagens sobre religião, podem alterar o comportamento das pessoas.

Um segundo estudo tentou os participantes com cookies, depois de terem lido uma de duas passagens – uma sobre Deus e outra sobre um tema não religioso.

Os participantes que leram a passagem de Deus não só relataram uma maior disposição para resistir à tentação, mas também eram menos propensos a servirem-se sozinhos dos cookies.

Esse efeito, entretanto, só foi encontrado entre os participantes que haviam dito anteriormente que acreditavam que uma entidade onisciente olhando por eles, embora a força de sua devoção a Deus que não tenha entrado em jogo em nenhum dos experimentos.

Os pesquisadores dizem que esse efeito pode ser o “efeito Papai Noel”, no qual as pessoas “se comportam bem”, porque Deus sabe quando elas estão sendo más. Ser lembrado da presença de um Deus onisciente ajuda as pessoas a resistir às tentações, por medo de serem “apanhadas” fazendo o mal.[LiveScience]
   01/11/2011 @ 17:51:40
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
NATAL
---
Em 1597 os portugueses chegaram à região para colonizar as terras e construir uma cidade na foz do Rio Potengi e encontraram grande resistência de franceses e seus aliados, os índios potiguares. Assim, liderados pelo Capitão-Mor Manuel Mascarenhas Homem - de Pernambuco, organizaram uma grande ofensiva e em 25 de Dezembro do mesmo ano conseguiram avançar até o local desejado, expulsando os franceses.

Para se defender dos índios, que continuavam atacando, começaram em 6 de Janeiro de 1598 a construção, inicialmente de madeira, da Fortaleza dos Reis Magos, que só foi concluída, como é atualmente, em 1698. Hoje esta fortaleza é considerada o berço da civilização potiguar e o mais importante monumento histórico da cidade.

Em 1633 a fortaleza foi tomada e ocupada pelos holandeses, passando a se chamar de Castelo Keulen, a cidade ficando com o nome de Nova Amsterdã. A fortaleza e, consequentemente, a cidade, foram retomadas pelos portugueses definitivamente em 1654, voltando a ter os nomes originais.

Os documentos históricos que poderiam atestar a fundação da Cidade do Natal foram destruídos durante o período de ocupação dos holandeses, mas a versão hoje mais aceita é a de que, feitas as pazes com os índios, Jerônimo de Albuquerque, fundou em 25 de Dezembro de 1599, meia légua acima da fortaleza, o que passaria a se chamar de Cidade do Natal (em homenagem à data). Esta data é aceita como praticamente certa, pois foi neste dia que foram inauguradas a igreja matriz e o pelourinho da cidade.

Já no século XX, Natal teve grande importância estratégica pela sua posição geográfica na esquina do Brasil e ponto mais próximo da África e da Europa, no movimento republicano, na Revolução de 1930 e, principalmente, durante a 2ª Guerra Mundial, a partir de 1942, quando os americanos instalaram uma base naval em Natal e uma base aérea em Parnamirim (vizinho a Natal), o que fez com que a sua população de aproximadamente 55 mil habitantes quase dobrasse e que os moradores locais assumissem diversos costumes norte-americanos.

Em 23 de Novembro de 1935, Natal também foi palco de uma experiência singular no Brasil: a instalação de um governo comunista. Um “Comitê Popular Revolucionário” se fixou, praticamente sem luta, na residência do governador (na época a Vila Potiguar), publicou o jornal “A Liberdade” e dirigiu manifesto ao povo. Ao final de 4 dias, quando recebeu notícias de que a resistência estava vindo de Recife e da Paraíba, o dito comitê retirou-se estrategicamente.

No dia 24 de Janeiro de 1943, a capital potiguar foi palco do encontro histórico entre os presidentes Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt.

- Curiosidade
Segundo diz o povo potiguar, o termo “Forró” (música popular regional) vem originalmente dos americanos, que durante sua estada na cidade, introduziram os bailes abertos com o nome de “for all” (para todos).

- História do Turismo em Natal
O turismo em Natal tem uma história muito mais curta. Começou tímida e regionalmente nos anos 80, mas somente nos anos 90 realmente se desenvolveu nacional e internacionalmente, tanto que no verão de 2004/2005, foi o segundo destino mais procurado por turistas brasileiros. Hoje o aeroporto internacional receber em média 14 vôos internacionais por semana. Atualmente são mais de 1 milhão de turistas que visitam Natal por ano. Todos muito bem-vindos!

   27/10/2011 @ 18:14:10
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
ALA JUDAICA
...
A caracterização do cemitério como um espaço ecumênico público é uma invenção que no Brasil remonta ao início do século XIX. Até então, costumava-se sepultar os mortos no interior ou nos adros dos templos e conventos, uma prática que, naturalmente, não contemplava pessoas à margem do padrão social declarado branco e católico.

Muito embora tenha-se verificado ao longo da história brasileira alguns hiatos nos quais se observou a ocorrência de grupos marginais improvisarem seus próprios campos santos, negros, mouros, protestantes e judeus estavam, por força da lei, proibidos de fixarem abertamente espaços públicos para inumar os seus mortos. Com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, Dom João VI celebrou com a Inglaterra um tratado de livre navegação que fixava, entre outras coisas, a liberdade para construção de cemitérios de confissão protestante. Aberto o precedente, membros de outros credos imediatamente lançaram mão do expediente de adquirirem espaços próprios nestes cemitérios.

Na então Província do Rio Grande do Norte, o primeiro cemitério britânico foi fixado na cidade do Natal, na margem esquerda do Rio Potengi, próximo à praia da Redinha. Tratava-se de um sítio ermo e idílico, apressadamente elegido pelo poder público como última morada dos estrangeiros não-católicos vitimados por uma epidemia de cólera-morbo que assolou a cidade. A data precisa de sua fundação ainda é desconhecida, todavia é seguramente mais antigo que a primeira necrópole pública da cidade, o Cemitério do Alecrim, inaugurado em abril de 1856.

Segundo Egon e Frieda Wolff, eminentes pesquisadores da historiografia judaico-brasileira, a primeira sepultura israelita erigida na cidade de Natal pertence a Godel Slavni, falecido a 18 de junho de 1914. Naqueles idos, os poucos judeus radicados na cidade ainda não haviam organizado a comunidade israelita natalense, que teria início a partir do núcleo de quatro irmãos da família Palatnik, imigrantes originários da Ucrânia que aqui desembarcaram na segunda década do século XX.

Dentre as ações efetuadas no sentido de organizar a prática religiosa da coletividade judaica potiguar, imperava a necessidade de um campo santo comunitário. A doação da área, dentro dos limites do Cemitério do Alecrim, foi finalmente acordado com a prefeitura em 10 de janeiro de 1931. Numa quadra murada, passaram então a ser sepultados os membros da comunidade, inclusive aqueles falecidos antes de sua constituição e que posteriormente foram transladados para junto dos seus.

Ainda que constituída de um conjunto de lápides de estilo sóbrio com inscrições em Hebraico e a Estrela de Davi, o fascínio que a ala judaica exerce sobre os natalenses rivaliza com a admiração pelos suntuosos jazigos que afloram em outras quadras do cemitério. Exemplo disso é o poema \\\"Canção de amor para uma moça judia\\\", da poetisa potiguar Iracema Macedo:


“Conheço Rosinha Palatnik por um único retrato de louça que vive no cemitério entre os túmulos judeus.
Morreu em 1936 aos vinte anos de idade e há sobre a lápide letras em hebraico que não decifro.
Talvez suicídio, talvez outra sorte
De qual morte morreu essa moça judia que não morre? (...)


Com a migração dos judeus potiguares para outros centros urbanos e o conseqüente encerramento das atividades do Centro Israelita de Natal ― a entidade mantenedora da ala ― no final dos anos 1960, a área entrou num progressivo processo de esquecimento e abandono. Com algumas pedras tumulares completamente enegrecidas e epitáfios apagados pelo tempo, a quadra israelita do Cemitério do Alecrim ainda aguarda uma intervenção que vem sendo há muito adiada pela diretoria da Comunidade Israelita do Rio Grande do Norte (CIRN) e pela seção regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Segundo os funcionários da administração do cemitério, o lugar onde descansa uma parte importante da memória social da cidade quase nunca é visitado. Os raros visitantes parecem surgir atraídos pelos ecos da vida daqueles imigrantes que, no início do Século XX, trouxeram em suas bagagens ares de modernidade para a provinciana Natal. Fundaram lojas, como a Casa Sion, sediada na Rua Dr. Barata, nº 6, onde era possível encontrar desde brinquedos até mosaicos com belas padronagens; realizaram incorporações imobiliárias, a exemplo da vila Palatnik, além de interagirem de forma substancial na vida social da cidade, participando de lojas maçônicas, associações desportivas e comunitárias.

Repleto de conteúdos simbólicos e de elos da memória dos acontecimentos da cidade, a ala israelita do Cemitério do Alecrim é mais um dos tantos documentos arquitetônicos que se volatizam pela ação combinada do tempo e da indiferença. Há que se lembrar que a responsabilidade pela preservação deste capítulo da nossa história não é atribuição exclusiva do Estado, devendo ― até como um exercício de educação patrimonial ― ser compartilhada também com entidades civis e pessoas físicas.
Na contramão do conformismo, o caso do Memorial Judaico de Vassouras é um exemplo de recuperação e manutenção de bem cultural que pode ser imitado: mobilizados em torno da recuperação de duas sepulturas israelitas do século XIX que estavam abandonadas nos fundos de um asilo no município de Vassouras (RJ), juntos o poder público, organizações e entusiastas conseguiram restaurar os túmulos e transformar o local num belo jardim memorial. Com o objetivo de zelar pelo espaço e também auxiliar na manutenção do asilo que funciona contíguo ao local, foi fundada a Sociedade Amigos do Memorial Judaico de Vassouras, reconhecida como de utilidade pública pela lei estadual no 4.979, de 08 de Janeiro de 2007.

Enquanto isso, oculta na paisagem urbana e fora da ordem de prioridades, a ala israelita do Cemitério do Alecrim segue suspensa apenas pela lembrança de uma outra época, pacientemente à espera de qualquer ação que a dignifique nesta terra prometida do esquecimento.
   26/10/2011 @ 09:42:14
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
CURRAIS NOVOS
...
A cidade de Currais Novos foi colonizada inicialmente por Criadores de Gado, dentre os quais o mais importante foi Cipriano Lopes Galvão, nomeado Coronel do Regimento de Cavalaria da Ribeira do Seridó pelo então governador Pedro de Albuquerque Melo, e agricultores que têm em sua origem cristãos-novos vindos dos Açores e de Portugal continental.

Cipriano Lopes Galvão veio de Igaraçu- PE com sua esposa Adriana de Holanda e Vasconcelos no ano de 1754 para a região do Totoró. No local, fixou residência e fundou uma fazenda de gado. Quando requereu as terras em 1754, cujo requerimento consta no livro número 5 de Sesmarias do Rio Grande do Norte, já morava no local há anos e tinha seu rebanho bovino com os devidos empregados, chamados de vaqueiros. É certo que sua sesmaria abrangia desde a bifurcação emtre os rios Totoró e Maxinaré até a região do Rio São Bento.

Na época, não existia o município de Acari nem o de Vila do Príncipe (atual Caicó) e toda a região, então denominada Ribeira do seridó, pertencia à Paraíba.

Aproveitando as boas pastagens que o Rio São Bento oferecia, o gado de seu rebanho se deslocava até aí para se alimentar e beber, fato que dificultava o trabalho dos seus empregados. Observando tal dificuldade, resolveu construir currais de pau-a-pique, com troncos de aroeira, nos quais tirava- se o leite das vacas, adestrava-se os bezerros e marcava-se o restante do gado com o método do ferro moldado e aquecido no fogo. Contavam com uma infra- estrutura para a troca e comercialização, bem como para a hospedagem dos parceiros comerciais. A partir destes, casas começaram a ser construídas e vários outros fazendeiros passaram a requerer terras nas circunvizinhanças para aproveitar a proximidade com a emergente feira de gado.

[editar] Origem e evolução do nome

Com o crescimento da feira de gado, o Coronel Cipriano resolveu desmembrar o espaço de suas terras, dando-lhe o nome de Fazenda Bela Vista. Após sua morte em 1764, seu filho, o Capitão- Mor Cipriano Lopes Galvão Filho, assumiu os negócios, reformou os currais e investiu cada vez mais no comércio do gado. Bela Vista foi ficando casa vez mais movimentada, já que era ponto de encontro comercial de várias partes do estado. Todos os tropeiros e viajantes marcavam suas reuniões nos "Currais Novos do Capitão", nome pelo qual o crescente povoado passou a ser designado.

A partir de 1813, com a morte do seu dono, mudou-se o nome definitivamente para povoado Currais Novos, nome que persiste até os nossos dias, a preferência pelo nome "Currais Novos" fundamenta-se na troca feita pelos moradores, isto é, as pessoas que residiam próximo aos currais velhos existentes no povoado passaram a residir perto dos novos currais.

No início do século XX, surgiu dentre os mais influentes a proposta de mudança do nome para Galvanópolis, em homenagem ao fundador. Tal idéia, apesar de ter ganhado força, não atingiu seu objetivo, uma vez que o próprio nome Currais Novos já relembra toda a origem e história do município.

[editar] Da promessa surge a cidade





Imagem de Santa Ana comprada pelo Coronel Cipriano Lopes Galvão para ser colocada no altar-mor na Capela, construída em 1808.







Hino oficial de Sant'Ana, de autoria de Vivaldo Pereira de Araujo (letra) e Maestro Santa Rosa (música), na voz do Coral de Sant'Ana.
No ano de 1755, houve uma grande seca. O Coronel Cipriano Lopes Galvão viu-se muito aflito com a inexistência de água para seu rebanho.

Celestino Alves, em Retoques da História de Currais Novos, nos cita: O Capitão fez uma promessa: se Deus fosse servido para que chovesse e enchesse as cacimbas para escapar o gado, ele erigiria uma capela em homenagem à gloriosa Senhora Santa Ana na sua fazenda. Tal promessa foi feita em 26 de julho, dia em que a água acabou totalmente. Na mesma noite , choveu e os rios e cacimbas encheram, formando um novo poço próximo aos currais, ao qual chamou de Poço de Sant'Ana.

Em 1808, a dita promessa foi cumprida com a construção da capela por seu filho, o Capitão-Mor Cipriano Lopes Galvão, que teve sua autorização outorgada pelo Bispo de Olinda em 24 de fevereiro de 1808, tendo o lançamento da pedra fundamental ocorrido em 26 de julho do mesmo ano pelo padre Francisco Brito Guerra. A doação de meia légua de terras na ponta da Serra do Catunda está registrada em escritura lavrada em 5 de janeiro de 1808.

A partir daí começou a construção acelerada de casas ao redor do templo e surgiu o início da construção da atual zona urbana.

[editar] Povoado, distrito, vila e município emancipado

O Totoró ficava na Ribeira do Seridó, pertencente à comarca da Paraíba. Criado o município de Caicó em 31 de julho de 1788, com a denominação oficial de Vila do Príncipe, Currais Novos passou a partencer a Caicó.

Depois da morte do idealizador da capela em 13 de dezembro de 1813, o Capitão Gonsalo Lopes Galvão ficou na chefia das terras e do povoado. Organizou a construção das casas obedecendo o alinhamento de ruas, construiu a primeira casa paroquial e a primeira escola (só para meninos, como era de costume), além de outras obras de urbanização.

Passou então ao município de Acari com a criação deste em 11 de abril de 1833.

Durante o reinado de Dom Pedro II, a povoação foi instituída Distrito de paz, através da resolução provincial nº 301 de 6 de setembro de 1854.

A Vila foi criada e desmembrada de Acari em 15 de outubro de 1890 pelo Decreto Estadual nº 59, do então governador provisório Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, com instalação em Sessão Solene realizada no dia 26 de fevereiro de 1891 pelo então presidente da Intendência acariense, O Capitão Cipriano Bezerra de Santa Rosa.

Após o desmembramento, o município de Currais Novos teve sua área delimitada pelo topógrafo Juventino da Silveira Borges. A posse da Intendência foi solenizada pelo Governador do Estado, sendo constituída pelos cidadãos: Laurentino Bezerra de Medeiros Galvão (presidente), seguindo-se dos Conselheiros (no papel de vereadores) Juventino da Silveira Borges, Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão Filho, Francisco Bezerra de Medeiros e Moisés de Oliveira Galvão

O município foi elevado à condição de cidade pela Lei nº 486, de 29 de novembro de 1920, sancionada pelo Governador Antônio José de Melo e Souza, no 32º ano da República. Nessa época, a população era de 14 mil habitantes, com 12 ruas, 1 avenida, 2 praças e 3 travessas.
   25/10/2011 @ 10:36:08
Comentário de: alderico leandro [ Membro ]
MARRANOS
...
Nas últimas duas décadas, pesquisadores visitaram pequenas cidades do Rio Grande do Norte para registrar o caso marrano no estado. O Seridó, mais precisamente a cidade de Caicó, revelou-se, através desses estudos, uma região onde boa parte de sua população é de origem judia. De fato, como afirma João Medeiros, algumas pessoas da região ainda se dizem “descendentes do pessoal da Judéia”. Venha Ver, que se tornou município em 26 de junho de 1992, desmembrando-se de São Miguel, ficou famosa pela tradição judaica que sua população sustenta, mesmo que inconscientemente.

Raízes judaicas no Seridó

Refúgio dele. Esse seria o significado em hebraico da palavra “seridó”. Porém, não é o que escreve Luís da Câmara Cascudo, mostrando a origem indígena do nome da região (1968, p. 122): “De ceri-toh, sem folhagem, pouca folhagem, pouca sombra ou cobertura vegetal, segundo Coriolano de Medeiros”. Mesmo assim, ainda existem estudos que levantam dúvidas em relação à verdadeira origem dessa palavra. Consultando um dicionário Português-Hebraico, descobrimos que a tradução de refugo para o hebreu é she´erit. Incluindo-se o sufixo ó (dele), temos she´eritó, assemelhando-se muito com o nome Seridó. Existe também a palavra Sarid que significa sobrevivente. Acrescentando-se o sufixo ó, temos a tradução sobrevivente dele. Segundo João Medeiros, a variação Serid quer dizer “o que escapou”, podendo ser traduzido também por refúgio. Desse modo, Medeiros afirma que a tradução para o nome seridó seria refúgio dele.

Além disso, O Jornal de Hoje também veiculou uma reportagem sobre o assunto, falando sobre a possível origem hebraica do nome da região:

No Rio Grande do Norte, os Marranos (como também podem ser conhecidos os cristãos-novos) se espalharam pelo interior em municípios como Caicó, Currais Novos, Acari e outros. E com o apoio dos holandeses, que na época também se escondiam dos portugueses porque eram protestantes. Joaquim chama a atenção para a primeira Sinagoga das Américas, construída em Pernambuco, defendendo a grande probalididade dos seridoenses terem origens judaicas.
Fontes chama a atenção para o nome Seridó. Segundo ele, Serid + o, significa em hebraico, “refúgio dele”. O “Dele” indica que os judeus não mencionam o nome de Deus, por julgarem ser heresia. “É sagrado, não podemos banalizar”, frisou Fontes.

A dúvida sobre o significado do nome “Seridó” não existe à toa. Pesquisas realizadas na região apontam que lá, independente dessa questão, vivem muitas famílias descendentes de judeus. Sobreira escreve sobre o caso Caicó. (Novinsky e Kuperman, 1996, p. 425)

Quando preparávamos o lançamento de um jornal cultural em Recife, a pedido da Livraria Síntese, conhecemos o jornalista Luís Ernesto Mellet, que na época trabalhava na sucursal da revista Veja. O mesmo propôs a publicação de uma reportagem que fizera em Caicó, onde tratava da descoberta de que aquela cidade potiguar fora, em tempos antigos, um reduto de judeus (cristão-novos) perseguidos pela Inquisição. Segundo a reportagem, a historiadora Anita Novinsky visitou a região em 1978 e relatou dados que lhe foram fornecidos pelo Vigário de Caicó. No artigo intitulado Judaísmo em Caicó (1986), Ernesto Mellet nos relata que “aquela região do Vale do Seridó, teria sido um antigo reduto judeu” porque os aproximados 100 mil habitantes do vale guardam fortes características genéticas da raça, e ao longo dos séculos, ainda cultivam costumes semitas, como amortalhar seus mortos e batizar seus filhos com nomes bíblicos do Antigo Testamento. [...] o vigário de Caicó, padre Antenor Salvino de Araújo, 45 anos, está convencido de que a região fora ocupada por judeus no início do século XVI, foragidos da perseguição anti-semita da Europa. [...] A fisionomia do povo [...] e seu costume de evocar sempre o nome de Deus e não o de Jesus Cristo, e os freqüentes sinais semitas, como os candelabros de sete ramos e a estrela de David, encontrados em antigos lares da cidade, só aumentavam sua suspeita.

Outro fato tão ou mais importante que o acima descrito foi a conversão de algumas famílias do Rio Grande do Norte, que em meados da década passada abandonaram o cristianismo e abraçaram o judaísmo. (...)

Percebe-se que um bom número dos habitantes da região conhece a própria origem judaica, inclusive o padre Antenor Salviano de Araújo. As pessoas sabem da ascendência mas não vêem motivos para um maior envolvimento com a cultura hebraica, preferindo permanecer na religião católica, predominante na região.

Os costumes do município de Venha Ver

“Toda sexta-feira à noite, antes do pôr-do-sol, a mulher de Venha Ver acende duas velas”, escreve o Rabino brasileiro Jacques Cukierkorn ao relatar sua visita ao povoado em 1992. Esse mesmo ato é praticado pelas mulheres judias na mesma hora, que marca o início do Shabat. Venha Ver é famosa pela tradição judaica que possui, já tendo sido motivo de algumas reportagens. A origem do nome da cidade é explicada de várias formas pelos habitantes mais velhos. Como encontrado no site da Cabugi.com, a explicação mais contada se refere ao namoro entre a filha do fazendeiro e um dos seus escravos.

Descontente com esse namoro, o fazendeiro decidiu mandar sua filha para outra região. Ao procurar por ela no dia de sua partida, foi informado por uma escrava que a moça estava proseando com o namorado. O fazendeiro não acreditou na conversa da escrava, que não teve outra alternativa a não ser chamá-lo para comprovar pessoalmente sua informação. Venha ver, disse a escrava enfrentando o revoltado patrão.

O próprio Cukierkorn afirma que algumas pessoas levantam a hipótese de que o nome Venha Ver também seria uma deturpação de uma frase que mistura português com hebraico vem havér (com h aspirado), significando “vem amigo”, pois havér em hebraico quer dizer colega ou amigo. Assim como no caso do Seridó, essa hipótese não surgiu à toa pois a região possui marcas fortes da influência judia.

Em 1992, o Rabino visitou diversas cidades pequenas do Rio Grande do Norte e relatou vários indícios da influência israelita nos costumes da comunidade de Venha Ver, como ele mesmo relata no artigo “Shearching for Brazilian Marranos3” em 16 de fevereiro de 1997. Em relação aos alimentos, o Rabino percebeu que eles não comem carne de porco, carne de animais de caça ou frutos do mar, assim como proibido no antigo testamento. Quando vão comer uma galinha, ela é morta cortando seu pescoço com uma faca e não o torcendo, para que o sangue seja retirado totalmente. Como Cukierkorn escreve, as pessoas de Venha Ver se recusam a comer carne contendo sangue porque isso é “carregado” Ninguém soube explicar, exatamente, o significado desse termo, mas ele atribuiu isso a algo espiritual.

Outro costume alimentar da população é não comer pão durante a primeira semana de abril. Isso lembra a prática judaica de não comer alimentos fermentados durante o Pêssar, a páscoa judaica. Quando um pai está abençoando um filho, ele põe as mãos nos ombros ou na cabeça da criança, lembrando muito a prática judaica.

Em relação às práticas religiosas, Cukierkorn cita, como já foi dito, o fato de as mulheres acenderem duas velas nas sextas-feiras antes de o sol se pôr. As velas são acessas em seus lares, mas em lugar onde não possam ser vistas. A preocupação em esconder as velas é resquício do medo da já extinta Inquisição Católica. Contudo, as práticas judaicas da cidade adquiriram um sentido mais supersticioso, mantidas inconscientemente. Por exemplo, no caso das velas, elas são acesas para que os bons espíritos protejam seus lares e não para celebrar o início do dia sagrado.

Apesar de serem católicas praticantes, as pessoas da cidade se recusam a se ajoelhar na igreja. Seus lares, freqüentemente, contêm figuras de santos, mas cruzes são raras. É comum ver um pequeno saco com areia pendurado à direita nas portas de entrada das casas da cidade. O povo toca ou beija o saquinho quando entra ou sai de casa, lembrando a mezuzá, objeto que os judeus fixam nos batentes de suas portas. Cukierkorn relata ainda que muitas portas frontais possuem uma estrela de Davi. O motivo dessa superstição é a proteção da casa contra espíritos maus.

Durante sua estadia, Cukierkorn ficou sabendo que, além das rezas católicas, algumas pessoas da cidade pronunciam orações privadas e solitárias, em seus lares, que foram passadas a eles por seus ancestrais. O Rabino tentou saber como eram essas orações, mas as pessoas se recusaram a lhe revelar. Elas também se recusaram a mostrar onde fica o outro local de orações do povoado, que existe além da igreja. Esse lugar era chamado de “snoga”, que tem grande semelhança com a palavra “sinagoga”, o templo do judaísmo. A “snoga” de Venha Ver ficaria em algum lugar secreto entre as serras da região.

Outro sinal da origem judaica da cidade vem dos ritos funerários praticados ali. O povo de Venha Ver inicia os preparativos do funeral já quando a morte de uma pessoa se mostra possível. O corpo do morto é lavado e envolto numa mortalha de linho branco, mas nenhum caixão é usado.

O relato de Cukierkorn descreve Venha Ver em 1992. Um relato mais atual do lugar foi encontrado nas páginas do mossoroense Jornal de Fato:

Tradição Esquecida

Nova geração do município de Venha Ver despreza influência judaica e põe fim a costumes seculares




Venha Ver — A influência judaica em Venha Ver (Alto Oeste) vem perdendo força. Tradições primitivas do povo judeu, uma peculiaridade do município, vêm sendo desprezadas pelas novas gerações, influenciadas pelos costumes da sociedade moderna. O “novo” fascina os jovens de Venha Ver, que dão prioridade a novos hábitos culturais em detrimento de práticas antigas do povoado. Há dez anos, por exemplo, os noivos só se reencontravam coisa de 15 dias depois da cerimônia nupcial. Cada um ficava na sua casa — resquício da tradição judaica.

Hoje, isso quase não existe. Somente poucas famílias, a maioria da zona rural, conservam essa cultura. “Nem pensar. Quando casar, não vou ficar um minuto longe do meu marido”, diz a estudante Do Carmo Bernarda Soares, 16, natural de Venha Ver. Muita coisa mudou desde que judeus chegaram ao semi-árido nordestino no século XVI, expulsos da Europa pela Santa Inquisição, instituto da Igreja Católica contra quem se insurgia contra seus dogmas.

A evolução da sociedade põe fim a costumes conservados por séculos, e que só agora começam a desaparecer em Venha Ver. A isolação do município, situado em região serrana de difícil acesso até há dois anos, contribuiu para a conservação dessas práticas antigas. Como a televisão, quase tudo é recente em Venha Ver, que elegeu seu primeiro prefeito em 1996, e teve acesso à Internet há pouco mais de um ano. Até há cinco anos, a rede fazia vez de caixão nos sepultamentos. Hoje, isso também quase não existe.

A tecnologia e a chegada de famílias de outras regiões foram determinantes no fim de hábitos judaicos. Com a geladeira, acabou o costume de salgar carne e conservá-la em um grande pote de barro durante meses, outra tradição de Venha Ver. Habitantes de outras regiões, vindos para Venha Ver em busca de emprego, trouxeram outra cultura, que aos poucos substitui as práticas judaicas. Hoje, quase não se pendura mais carne em pedaços de madeira para escorrer o sangue.

Cultura dos judeus é mais valorizada na zona rural.
Nem todos os costumes judaicos foram esquecidos. A religião ainda é uma marca forte em Venha Ver. Em quase todas as casas, existem crucifixos de palha nas portas. É para evitar chuvas com ventania e maus espíritos”, explica a parteira Maria Bernardo de Aquino, 74. Os noivos já não ficam até 15 dias sem se avistarem, mas depois da cerimônia nupcial se ajoelham diante dos pais para pedir a bênção. Por estarem mais distante do “novo”, os moradores da zona rural são os que mais valorizam a influência do povo judeu.

DIASPORA — As primeiras notícias de migração de judeus para o Brasil são de 1499. Eram trazidos pela intolerância religiosa na Espanha e Portugal. Conta-se que havia judeus na expedição naval que levou Pedro Álvares Cabral a descobrir o Brasil, em 1500. A Santa Inquisição motivou a migração dos judeus, que formaram colônias em várias partes do mundo, inclusive no nordeste brasileiro. No Rio Grande do Norte, Venha Ver é o mais Importante reduto de descendentes de judeus.

Isso já foi tema de matérias jornalísticas na grande imprensa, e atrai a atenção de estudiosos estrangeiros. No carnaval deste ano, um casal de antropólogos franceses e um cineasta americano estiveram na cidade para fazer um documentário sobre o assunto.

Os costumes da cidade não são exclusivos dela. Percebe-se que pessoas de outras localidades no estado também possuem as mesmas práticas e supertições, só que em níveis diferentes de consciência e atuação. Ao saber que os costumes estão sendo esquecidos ou ignorados pelos mais jovens de Venha Ver por causa da influência do “mundo exterior”, pode-se pensar que esse mesmo processo de esquecimento existiu e ainda existe em outras cidades ou povoados norte-rio-grandenses. Esse mesmo processo é notado nas outras regiões pesquisadas como Mossoró e Caicó. Isso nos faz pensar que em outras localidades, não só do Rio Grande do Norte, como de todo o Nordeste, costumes semelhantes serão encontrados.

   24/10/2011 @ 11:49:06

Página precedente  1, 2, 3, 4, 5, 6  Próxima página


Deixe um comentário

Estado dos novos comentários: Publicado





Sua URL será visualizada.


Entre com o código contido nas imagens


Texto do comentário

Opções
   (Salvar o nome, email e a url em cookies.)